Vivemos em uma época considerada pós-moderna, mas afinal o
que é pós modernidade? Segundo a enciclopédia Larousse Cultural é "um
ponto de vista teórico que se opõe ou transcende o modernismo." p.4737.Mas
será que existe essa tal PÓS - modernidade? afinal todas as época se consideram
modernas demais em relação as passadas...
Segundo o sociólogo polonês ZygmuntBauman, um dos principais
popularizadores do termoPós-Modernidadevivemos em uma modernidade líquida,
pois tudo muda muito rapidamente,onde
nada é feito para ser sólido/durável."Disso
resultariam, entre outras questões, a obsessão pelo corpo ideal, o culto às
celebridades, o endividamento geral, a paranóia com segurança e até a
instabilidade dos relacionamentos amorosos. É um mundo de incertezas. E cada um
por si." A REVISTA ISTOÉ divulgou em seu site em 2010 uma entrevista onde
ele explica um pouco sobre sua tese. (para ver atese:clique aqui)
Vídeo onde Bauman discute em relação a pós modernidade:
Mas paraGilles
Lipovetsky a pós-modernidade simplesmente não existe, para elevivemos uma modernidade
potencializada, a "hipermodernidade". Em uma reportagem do blog Controvérsia será debatido um pouco mais sobre o assunto:clique aqui.
Outra fonte para esse assunto é um artigo de Welligton Fonte Menezes sobrea Modernidade, Incerteza e Risco. A
ilusão da felicidade: autofagia, angústia e barbárie na sociedade de
hiperconsumo. Onde ele debate características da pós modernidade como:
Relacionamentos como commodities, Rumo ao hiperconsumo: do capitalismo “pesado”
ao capitalismo “leve”, A desterritorização do espaço público: diluição da
autoridade e a falácia da emancipação, A efêmera fluidez da sociedade movida
pelo hiperconsumo, Identidade, felicidade e angústia. Recomendo!clique aqui.
Conclui-se a pós modernidade não existe, pois todas as gerações se consideram
mais avançadas que as anteriores e que apesar de vivermos em uma época onde
tudo e todos estão conectados vivemos em uma eterna ansiedade do novo, onde
nada mais nos satisfaz, as pessoas estão perderam sua identidade, e estão cada
vez mais rodeadas de mais pessoas e gradativamente sozinhas, um século de
deprimidos. Vivemos o futuro do pretérito.